Glaucoma – A Principal Causa de Cegueira Irreversível

O que é glaucoma?

O glaucoma é uma doença ocular crônica caracterizada pela lesão progressiva do nervo óptico, responsável por levar as imagens ao cérebro. Essa lesão provoca perda lenta e irreversível do campo visual.

O principal fator de risco é a pressão intraocular elevada, mas existem formas de glaucoma que ocorrem mesmo com pressão normal.

Sem diagnóstico e tratamento, o glaucoma pode evoluir para cegueira irreversível. Quanto mais cedo for detectado e tratado, maiores são as chances de preservar a visão.

O tipo mais comum é o glaucoma de ângulo aberto; já o glaucoma agudo de ângulo fechado é mais raro, mas extremamente perigoso, podendo causar perda visual rápida e dolorosa.

Sintomas do glaucoma

O grande desafio do glaucoma é que, na maioria dos casos, ele é silencioso: não apresenta sintomas perceptíveis até estágios avançados.

Quando presentes, os sinais podem incluir:

  • Perda lenta da visão periférica (campo visual)
  • Dificuldade para enxergar em ambientes escuros
  • Visão em túnel em fases avançadas
  • No glaucoma agudo: dor intensa nos olhos, vermelhidão, visão embaçada, halos coloridos ao redor de luzes, náuseas e vômitos.


Segundo a
OMS, cerca de 7.7 milhões de pessoas no mundo convivem com glaucoma, e no Brasil aproximadamente 3% da população acima de 40 anos são afetadas, especialmente acima dos 40 anos.

Tratamento do glaucoma

O objetivo do tratamento é reduzir a pressão intraocular, protegendo o nervo óptico e evitando a progressão da doença. As principais opções incluem:

  • Colírios hipotensores: tratamento inicial na maioria dos casos.
  • Laser:
    • Trabeculoplastia Seletiva (SLT): melhora a drenagem do humor aquoso, rápida e praticamente indolor.
    • Laser Micropulsado Diodo G6: reduz a produção de humor aquoso, indicado inclusive para glaucomas mais difíceis de controlar.
  • Cirurgia filtrante: indicada quando o uso de colírios e laser não conseguem manter a pressão em níveis seguros.

Todos os tratamentos visam manter a visão estável, mas não recuperam a visão já perdida.

Acompanhamento

O acompanhamento contínuo é fundamental. Consultas periódicas com o oftalmologista permitem monitorar a pressão intraocular e realizar exames como:

  • Campo visual
  • OCT do nervo óptico (análise de fibras nervosas)
  • Retinografia
  • Exames funcionais complementares


Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e seguimento regular, é possível preservar a visão por toda a vida.